O deputado Márcio Miranda, presidente do Poder Legislativo participou na tarde/noite desta terça (20) da solenidade de comemoração dos 70 anos de instalação do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-Pa), ocorrido no dia 8 de julho, com o lançamento do livro “Serzedello Corrêa – Fascinador do Rei”, da escritora paraense, professora e doutora em Letras, Amarilis Tupiassu. Acompanharam o presidente, os deputados Airton Faleiro (PT), Iran Lima (PMDB) e Milton Campos (PSDB) que ficaram até ao final quando ocorreu a sessão de autógrafos.

“O Tribunal de Contas do Estado está de parabéns pela escolha e a presidente Lourdes Lima pela cerimônia, fiquei muito feliz pela homenagem. O Serzedello Correa tem uma história maravilhosa”, disse o deputado Márcio Miranda. Ele relembrou o papel deste paraense escolhido para ser homenageado, que desenvolveu cargos relevantes na República, assumiu vários ministérios, e foi prefeito nomeado de várias capitais brasileiras. Serzedelo Corrêa concebeu e concretizou em 1893 o primeiro Tribunal de Contas do Brasil, hoje Tribunal de Contas da União.

O presidente ressaltou ainda o esforço do Tribunal de resgatar a história de vida de alguém que contribuiu com o futuro do país e fez com que todos nós pudéssemos estar hoje utilizando estas estruturas de prestação de contas. “Eu fiquei feliz porque é algo que eu gosto de trabalhar e estamos fazendo isso no parlamento, porque cultivar a memória é cultivar a história”, cunhou, referindo-se ainda a criação do Departamento de Patrimônio Histórico do Poder Legislativo.

A presidente do TCE, Lourdes Lima em seu pronunciamento destacou o legado de Serzedello Corrêa, principalmente no momento em que o Brasil procura saídas para a crise deflagrada principalmente por denúncias de má utilização de dinheiro público por gestores públicos, parlamentares e empresários.

Amarilis Tupiassú, a autora do livro, em sua fala destacou a firmeza de princípios do homenageado em defesa da cidadania e do respeito ao dinheiro público. E citou uma passagem ressaltada no livro quando fez oposição ao Marechal Deodoro de Mendonça quando na presidência do Brasil, quis mudar o Hino Nacional, “ressaltando que o Hino não pertenceria a um partido político, mas a todos os brasileiros, e portanto, seria imutável”, disse.

A obra sobre Serzedello Corrêa foi construído pela escritora a partir da abertura do acervo do TCE-Pa, com documentos oficiais, recortes de jornais, livros e outros materiais disponíveis com informações da vida do homenageado. O livro foi prefaciado por Alcyr Meira, presidente da Academia Paraense de Letras, professor, arquiteto e urbanista e por Paulo Chaves, secretário de Cultura do Estado. A presidente Lourdes Lima assina a introdução.

Inocêncio Serzedelo Correia, nasceu em Belém do Pará em 16 de junho de 1858 e morreu no Rio de Janeiro no dia 05 de junho de 1932, foi engenheiro e militar. No governo de Floriano Peixoto foi ministro em diversas pastas – Agricultura, Interior, Justiça, e Instrução Pública, deputado federal, governador do Paraná e prefeito do Distrito Federal (1909-1910), nomeado pelo presidente Nilo Peçanha. Foi duas vezes prefeito da cidade do Rio de Janeiro.

A unidade de apoio estratégico responsável pela educação corporativa dos servidores do Tribunal de Contas da União do Brasil foi batizada de Instituto Serzedello Correa em sua homenagem, por ter sido responsável pela regulamentação e funcionamento do Tribunal, e pela sua luta em defesa da autonomia do órgão como instituição moralizadora dos gastos públicos. O Instituto é previsto na Lei Orgânica do TCU (art. 88 da Lei nº 8.443/92) e instituído pela Resolução-TCU nº 19, de 09/11/1994.

Atualmente seus restos mortais se encontram enterrados no Centro de Memória Serzedelo Correa, dentro da sede do Tribunal de Contas do Estado do Pará – TCE/PA. Cumpre observar que a sede do TCE/PA leva o nome de Palácio Serzedelo Correia também em sua homenagem.

A antecipação das comemorações do aniversário, que será dia 08/07, foi devido o TCE-Pa realizar nesta quarta (20), o VIII Fórum TCE-Pa e Jurisdicionados. Um selo comemorativo aos setenta anos já foi lançado e ainda realizado uma celebração eucarística. Em outubro próximo ocorrerá o lançamento do novo modelo da medalha Serzedello Corrêa.